sábado, 5 de outubro de 2013

Vampiro Idade das Trevas - Crônicas de Saint Remy - Ambientação

22 de Setembro de 1350, Saint Remy, Sul da França.


No início do século XIV, o reino da França, irrigado por grandes bacias fluviais e desfrutando de um clima favorável para a agricultura, estava florescendo, com seus 17 milhões de habitantes, a primeira potência em termos demográficos da Europa. 

A sociedade agrícola baseia-se em um sistema feudal e religioso muito hierarquizado. A produção agrícola é capaz de alimentar a população (não havia mais fome desde o fim do século XII ) e necessita da nobreza para defender a terra.

Porém, apesar do bom momento econômico do país, a França vive um momento dramático na história, os franceses perderam, seu segundo rei em apenas 21 anos.


A França, outrora governada por Filipe VI (que faleceu em 22/08/1350), deixou uma guerra de legado. Guerra contra a terrível política expansionista inglesa, contra a covarde repudia do juramento de Amiens e contra a abominável alegação de Eduardo III, 'O príncipe negro' (alusão a sua armadura), um nobre inglês, que achou que poderia ser sucessor de direto de Carlos VI (falecido em 1328) ao trono francês.

Faz exatamente um mês que o Rei Filipe VI, 'O Afortunado', faleceu.

Seu sucessor, João II, 'o Bom', tem como principal obrigação, acabar com essa guerra e expulsar os petulantes ingleses, que já dominam o canal da mancha e avançam perigosamente do norte do país.

Aliado a tudo isso, uma nova peste surgiu há pouco mais de um ano. Ela tem sido chamada de ''peste negra''. Pessoas andam morrendo muito rápido. Ainda não se sabe o motivo dessa doença, muitos crêem que Deus se cansou dos homens e nos castiga por tantos pecados.

Apesar disso tudo, a cidade de Saint Remy nunca esteve tão viva. Um bom número de pessoas se mudou para lá, desde que a guerra começou. Muitos entendem que quanto mais afastados da Inglaterra, menos chances dela os atingir.

A cidade conta, atualmente, com uma população de aproximadamente 700 pessoas. Uma estrada murada liga Saint Remy à sua vizinha, Montnoir, as cidades mantêm livre comércio há mais de um século.

A cidade em si, tem aproximadamente 30 km de extensão e possui como capital, Saint Remy de Provence, onde mora seu monarca Lui D'leon, quinto da dinastia D'Leon a assumir o reino.

Lui D'Leon está no fim de sua vida. Com 75 anos de idade, já tem seus olhos castigados pela catarata e respira com dificuldade. Poucos nobres tem acesso atualmente à seus aposentos e ele exerce o poder através de sua esposa, Dna Lorena Bollaviqua e seu filho Achile D'Leon.

A população se diz satisfeita, apesar de certos tributos como o 'imposto do sal' e o tributo chamado de 'banalidade', cobrado para a população poder usar as pontes, moinho, forno e prensas.

A verdade é que ha muitas décadas, existe um grupo chamado La Resistance, que é o responsável por manter os impostos controlados. Sempre que a coroa começa a abusar, eles iniciam revoltas que já levaram até a beira de guerras civis no passado. Há quem diga que os revoltosos já estão se organizando no submundo de Saint Remy para orquestrar uma nova revolta contra os novos impostos.

Saint Remy subsiste pela agricultura, a qual tem em abundância no manso servil (área de produção de subsistência dos camponeses), que corresponde as áreas de Eyguieres, Sanas e Orgon.

O rio Eyguieres corta a cidade de ponta a ponta. Algumas pontes servem de ligação, essas pontes podem ser alcançadas pelas diversas estradas de paralelepípedo que cortam a cidade.

O comércio é feito tanto por água, já que o Rio Vancluve, ao leste, é navegável por toda sua extensão. Caravanas de mercadores tem acesso à cidade apenas pelo portão Sul, raros são aqueles que possuem autorização para adentrar à cidade pelo portão Norte, que é fechado por um cadeado com o selo real.

O portão sul abriga uma comunidade nômade, de mais ou menos 50 integrantes. Eles estão nos arredores da cidade desde sua fundação. Há quem diga que eles estão lá antes mesmo disso.

O portão Leste também possui portões e foi aberto ha pouco mais de 50 anos após um acordo de livre comércio com Montnoir, cidade vizinha e historicamente antagônica a Saint Remy.

Destaca-se na geografia de Saitn Remy as florestas de clima frio, com árvores altas e folhas duras. Pinheiros são as plantas predominantes,  mas existem inúmeras moitas feitas de musgo, trepadeiras e carvalhos, o clima frio e a neve produzem uma fina névoa branca que ajuda a completar a visão fúnebre desses locais.

Acredita-se que algumas florestas de Saint Remy são mal assombradas. Duas bruxas fariam residência nelas. Existe a lenda de que uma teria sido amante do marido da outra. Há quem diga que são duas fadas corrompidas pelas trevas. Lobisomens costumam ser relatados pelos locais também.

Destaque para a floresta de Fontveille, no sudoeste de Saitn Remy e para a floresta de Aureille, que é cortada por uma estrada de mesmo nome que não é usada há anos pelas visões de uma bruxa.

A paisagem de Saint Remy possui também uma longa cordilheira de montanhas, que praticamente deixam o reino com formato de degrau. Do ponto mais alto, para o ponto mais baixo, o penhasco tem por volta de 2km de profundidade. A capital, Saint Remy de Provence, fica situada na beira do penhasco. 

Dizem que o castelo foi construído lá por Simon D'Leon, o sucessor do lendário Duque Arnold D'Leon, apenas para que todo seu reino pudesse ser observado por ele e para quem estivesse embaixo, pudesse avistar o castelo de qualquer lugar. De fato, o castelo possui uma torre tão alta que pode ser vista de bem longe.

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