quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O triste último momento de Joseph Russeau
Sua respiração entrecortada e difícil já era preocupação o
suficiente, mas só de pensar na perna machucada ele tinha vontade de chorar.
Chorar por sua vida, chorar pela vida de sua família. Joseph
sabia que, caso algo ruim lhe aconteça, sua mulher e filho não teriam mais
condições de se sustentar. Joseph sabia das conseqüências, mendigos eram
proibidos em St Remy.
Joseph nunca se preocupou muito com essas pessoas, nunca se
preocupou muito em saber o que acontecia com as famílias que tinham seu
provedor morto. Sabia que Lui D’Leon, o rei de St. Remy, não permitia mendigos
na cidade, mas o que exatamente aconteciam com essas pessoas? Exílio? Morte? Ou
algo pior?
O desespero de pensar no futuro de sua família deu a ele
fôlego extra. Levantou-se e olhou ao redor.
Joseph estava no meio de uma clareira na floresta. Ao seu
redor árvores, altos pinheiros e vegetação dura. A neve, que já caia desde o
início da manhã, agora decorava o chão da floresta como um espesso e felpudo
tapete branco. Seu filho costumava brincar na neve, alheio aos problemas que a
sociedade enfrentava, ele costumava dizer que gostaria de ter neve dentro de
casa, Joseph sempre achava graça disso. Uma lágrima escorreu gelada por sua
bochecha.
O ar frio entrava por suas narinas e trazia o odor estéril
da floresta. Cheiro de mato, cheiro de...cheiro de...sangue?
Joseph acordou de sua viagem com seu filho percebendo o
precioso tempo que perdera descansando, olhou par aos lados, com os olhos
marejados e soube que estava perdido. Não tinha a mínima idéia de onde estava.
Andou com dificuldade até sair da clareira e, novamente,
adentrar a floresta, que parecia se fechar a cada passo difícil que dava. Sua
perna sangrava muito, já não sabia quanto tempo conseguiria ficar em pé antes
de desmaiar, sentia o suor frio escorrendo pela testa, limpou-o com a manga
suja da camisa e ouviu atrás de si um barulho.
Um galho estalou.
Joseph olhou para trás e sue coração disparou. Não via nada. Uma
escuridão muito mais densa crescia pela floresta como uma represa de água negra
aberta.
Correu, esquecendo da dor na perna, esquecendo da asma,
esquecendo de tudo. Sua mente tentava ficar sóbria pensando na esposa e no filho, seu corpo não era mais
de um jovem, mas sabia que conseguiria chegar até os portões da cidade, caso
conseguisse achar o caminho.
Joseph nunca saía de dentro da cidade. Diziam que não era
seguro, contavam histórias sobre lobisomens, bruxas, vampiros, monstros e toda
a sorte de perigos que envolviam locais inóspitos e escuridão. Diziam que os
tementes à Deus estavam livres das mazelas das trevas, mas ele não tinha mais
tanta fé assim. Joseph questionava Deus há três meses, quando sua filha mais
velha, Madalene, foi levada por uma doença desconhecida.
Os padres e curandeiros de St Remy jamais viram algo
parecido. A pequena e bela Madalene tinha bulbos por toda a pele. Em sua
virilha e axilas cresciam bulbos tão grandes quanto laranjas.
Por que Deus tinha feito isso com ela? Madalene era
religiosa, meiga, inteligente e cheia de vida. Em uma semana ela simplesmente
definhou e morreu, como um cão sarnento, foi enterrada numa vala pública no
cemitério, junto com mais um monte de pobres coitados. Onde estaria Deus nesse
momento?!
Novo barulho e Joseph novamente saiu de seu transe. Diziam
que sua vida passa diante de seus olhos quando está a beira da morte. Seria
isso ?
Joseph saíra da cidade para encontrar um ramo de flores
específicas. Madalene gostava dessas flores, ela chamava de Flor de Lis, mas o
pai não entendia muito. Então, levou uma amostra da flor para um especialista
em Fontvielle que disse-lhe que a flor podia ser encontrada próxima aos muros
da cidade. Maldito vendedor de flores, Joseph começava a creditar a ele a culpa
disso estar acontecendo.
O pobre pai de família não sabia, mas sua hora estava muito
próxima. Arrependido ele começou a se sentir observado e seguido pouco depois
de sair da rota principal do portão sul. Teve que tomar esse desvio para poder
se manter rente aos muros da cidade, procurando pela flor . Sabia que Clara,
sua esposa, ficaria feliz com essa surpresa, ela ainda não havia superado, ou
melhor, ninguém superara ainda a morte repentina de sua anjinha, como
costumavam chamá-la.
Após pouco tempo de procura, achou as flores. Sorrindo de
sua sorte, recolheu as mudas e começou a caminhar de volta. Mas perdeu o
caminho.
Repentinamente a noite ficou mais escura, as sombras de
duplicaram e dançavam, como se tivessem vida própria. Joseph não sabia o que
era, mas o arrepio na sua espinha dizia que ele deveria correr.
O homem não teve tempo de fugir, como se algo tivesse lido
seus pensamentos, foi atacado na coxa. Dor, queimação, algo atravessara sua
perna. Nunca sentiu tanta dor. Uma flecha atravessara sua perna e seu sangue já
começava a jorrar como um encanamento furado.
Sua adrenalina e medo permitiram que ele não caísse no chão
e ainda conseguisse fugir. Quanto mais corria, mais a perna sangrava, mais
doía. O som de passos correndo atrás dele era menos perturbador do que a visão,
ou a falta dela. Joseph não via ninguém, podia escutar os passos de seu, ou
seus, perseguidores, mas não via ninguém. Apenas sombras dançando uma música
fúnebre que nunca tocou, como se estivessem rindo do seu desespero, rindo do
seu futuro.
Após alguns minutos que pareceram horas, Joseph parou e
escutou. Nada. Sem sombras, sem barulho, Joseph sorriu novamente na noite,
comemorando a sorte. Ao que parecia tinha despistado, o que quer que fosse.
Sentou e tentou tirar a flecha. Sem sucesso, a dor era mais
forte que sua força de vontade. Começava a se questionar quanto tempo ficaria
sem trabalhar, quanto tempo sua família passaria fome caso o ferimento fosse
muito grave, pensava nos favores que teria que prestar para conseguir comer
nesse tempo. Afastando esses pensamentos da cabeça, tentou levantar novamente,
mas a visão que teve o fez cair sentado novamente.
Joseph não podia acreditar, teve que olhar durante vários
segundos para assimilar a imagem que se postava à sua frente. Era um homem, mas
estranho, ele não tinha feições, como se fosse uma sombra, como se fosse não,
era uma sombra materializada. Impossível, algo que certamente deveria ter vindo
diretamente do inferno, Joseph se arrependera de ter duvidado de Deus.
A criatura, silenciosa como a noite, aproximou-se. O pobre
homem não conseguiu reagir, não tinha mais forças, o desespero deu lugar à
aceitação.
-Por favor, eu tenho família...me poupe...
O ser se aproximou mais e Joseph pôde ver, um pouco mais
atrás, entre as árvores uma pessoa. Uma pessoa vestida com um robe negro e uma
máscara que escondiam todo o corpo. Seria uma pessoa? Seria um monstro de
sombra vestido? Como que por extinto ele gritou:
-POR FAVOR, ME AJUDE!!!!
No primeiro momento, pareceu que sua súplica tinha
funcionado, a criatura recuou um passo enquanto a pessoa do manto preto se
aproximava lentamente. A cada passo do homem Joseph tinha mais certeza de que
sua vida estava chegando ao fim.
De repente o homem estacou e ficou olhando para o pobre pai
de família, sentado no chão, com uma poça de sangue junto de si. Ele chorava,
chorava porque sabia que jamais beijaria sua esposa, jamais diria ao filho que
monstros não existem, jamais beberia uma cerveja ou comeria carne de javali.
Joseph sabia que tudo o que ele era, tudo o que ele representava, todo seu
conhecimento e esforço para viver e criar uma família, teriam sido em vão.
O homem sacou uma faca que brilhava a luz da lua crescente.
Não conseguia ver seus olhos, mas teve a impressão que o assassino estava
sorrindo.
O homem, vestido com roupas negras falou pela primeira, e
última vez:
-Não se preocupe, sua vida não acabará em vão, você vai ter
a honra de ser sacrificado em nome do Abismo. Sorria e saiba que sua alma
alcançará a redenção, sua morte significa o surgimento de uma nova era.
Nada daquilo fazia sentido, Joseph nem assimilou direito o
que o homem lhe dissera. A adrenalina liberada pela certeza da morte fez com
que ele tomasse o último impulso de sobrevivência, ele decidiu lutar por sua
vida.
Com supreendente agilidade, o pai de família lançou-se para
cima do homem de manto com tal fúria que nem mesmo ele se reconheceu. Em vão.
Sua perna estava comprometida, seu corpo já não tinha mais
muito sangue para irrigar os músculos e ele caiu no chão. Impotente.
Joseph iria morrer, sabia disso, e sabia que sua família
sofreria destino pior.
A última coisa que viu foi o brilho da faca e escuridão.
Joseph morreu, não como um homem corajoso que vai à guerra defender alguma
causa, mas como um pai de família impotente pela criminalidade, morreu como um
animal, sacrificado por alguma espécie de bem maior.
Viveu como um camponês, morreu como uma ovelha. Nada mais
trágico para um pai de família, nada mais trágico para a família.
Agora, nada mais importava, enquanto sentia sua vida deixar
seu corpo, a única coisa que pôde fazer foi balbuciar o último pedido de
desculpas para a família.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Politica e sociedade vampírica
Príncipe: Simon D'Leon.
Cria direta do lendário príncipe Duque Arnold D'Leon, 'O bom duque'. Ventrue, possuidor da guarda real chamada de Guarda Souchard. Uma seleção dos 20 melhores guerreiros do sul da França, todos vampiros, a maioria deles abraçados pelo próprio Morel Filinto.
Simon vive no castelo de Provence, na beira do penhasco de Saint Remy. Uma enorme e suntuosa mansão feita de carvalho, granito, mármore e quartzo.
Primeira cria de Duque Arnold D'Leon, 'O bom duque'.
Esse regente governa Saint Remy com os dentes. Ele conhece cada membro da cidade e tenta não deixar a cidade ultrapassar a cota de membros, que varia de acordo com sua vontade. Todos os membros que não se apresentam em três noites são automaticamente listados para a caçada de sangue.
Primigene:
A primigene é composta pelos clans Brujah, Lasombra, Malkaviano, Nosferatu, Ravnos, Toreador, Tremere, Tzimisce e Ventrue (representado pelo príncipe).
Brujah: Morel Filinto.
Um pensador, poeta e líder político. Esse vampiro com aspecto de um senhor senil de 80 anos é líder tático da guarda Souchard (guarda pessoal do príncipe e do rei). Esse vampiro é cego e costuma usar uma faixa nos olhos. Seus auspícios elevados permitem que ele não precise dos olhos para ver. Os poucos que afirmam já ter visto esse frágil senhor em combate, afirmam que ele é capaz de derrubar uma casa com uma leve pisada no chão. Outros dizem que ele pode se transformar num monstro gigante.
Lasombra: Leisier Antoneille.
Uma antiga vampira na cidade. Uma lasombra que não se conhece a geração. Introvertida, ela costuma ser vista em poucas reuniões da primigene e durante o solstício de inverno (a noite mais longa do ano) na qual ela promove uma festa. Uma grande festa.
Malkavino: Madame Sofia.
Essa vampira é considerada por muitos uma entidade, apesar de sua aparência macabra. Essa Malkaviana tem o dom da previsão do futuro e possui uma quantidade considerável de seguidores. Uma vez por mês promove uma palestra, ou melhor, uma homilia a dezenas de seguidores que a acompanham.
Nosferatu: Gahanfaust.
Um horrendo monstro de mais de 3 metros de altura, cabeça de touro e chifres na cabeça. Essa aberração lembra muito o imponente minotauro da mitologia, não fosse pelo corpo gordo, com furúnculos bolorentos e a cor amarelada, como se tivesse sido escalpelado. Ele costuma se apresentar ofuscado como um senhor corcunda de 1,20m.
Saint Remy possui um sistema de galerias subterrâneas seculares, não se sabe por quem nem para que elas foram escavadas, da mesma maneira que não se tem notícias de quantos nosferatu existem lá embaixo.
Ravnos: Esmeralda. Uma linda e provocante cigana, de pele morena e olhos verdes como o nome. Ela exala sexualidade por onde passa. Líder dos ravnos, ela só tem uma cadeira na primigene devido a um acordo com o próprio Simon D'Leon. Não se sabe ao certo o termo desse acordo, alguns dizem que eles trocam sangue eventualmente, outros que ela teria ensinado quimerismo à ele, dizem também que ela conhece segredos sobre diableries.
Toreador: Marie Bordeaux.
Descendente direta do lendário toreador Pierre Bordeaux, 'O belo'. Essa poderosa vampira, mestre na arte da sedução, consegue fazer um exercito inteiro se apaixonar com apenas um olhar. Contam que ela arranca seus mais íntimos segredos, como um livro aberto, apenas pensando em você. Exibe com orgulho o simbolo de Arikel, defendendo que faz parte da linhagem direta da criadora dos Toreador.
Tremere: Eleah Aidee.
Uma jovem vampira de pouco mais de 30 anos de abraço. Não se sabe ao certo o motivo dela ter sido escolhida pelo clã para ser primigene. É fato que ela não é, nem de longe, a mais poderosa, ou a mais influente Tremere. Ao que parece ela é apenas um fantoche dos verdadeiros líderes da capela
.
Tzimisce: Aloff Bratovick.
Esse antigo Tzimisce de expressões duras e corpo esguio, é o líder dos Tzimisce. Sendo da casa Bratovick, não é de se espantar que ele lidere pela força. Há quem já tenha visto esse vampiro se duplicar durante um combate. Qualquer que seja seu segredo, é seguido cegamente pelos seus poucos irmãos de sangue.
Feudos e seus donos:
Morel Filinto, Brujah. Senhor do feudo de Eyquieres.
Leisier Antoneille, Lasombra. Senhora do feudo de Muassane les Alpilles
Madame Sofia, Malkaviana. Não possui feudo, mas sim um enorme sanatório situado em Saint Etiene du Gres.
Gahanfaust, Nosferatu. Possui como domínio os túneis subterrâneos da cidade.
Esmeralda, Ravnos. Possui como território de caça e domínio os arredores do portão Sul de Saint Remy. Decidiu-se que os Ravnos usariam uma estrada de comércio, mais ao sul, para se alimentarem.
Alicia Bordeaux, Toreador. Senhora do feudo de Saint Etiene du Gras.
Eleah Aidee, Tremere. Eleah não tem feudo, ela divide um condomínio de mansões situadas em Fontvieille.
Aloff Bratocick, Tzimisce. Senhor do feudo de Les Baux de Provence.
René Sophie, Toreador. Senhora do feudo de Senas. Um dos principais feudos de Saint Remy. Essa vampira é vassala de Alicia Bordeaux. Rene é a regente de lá por ser a atual administradora das vinículas Bordeaus, um dos principais itens de consumo e importação de Saint Remy.
Dilermando. Um poderoso e antigo Gangrel. Meio homem, meio besta. Não se sabe ao certo se ele é vampiro ou lobisomem, ou os dois. Esse monstro selvagem vive em Orgon, um conjunto de cavernas,
Ducado de Aureille não possui senhor. Outrora uma importante rota comercial, esse pequeno feudo construído nas montanhas esse feudo vem se deteriorando desde que a estrada pegou um desvio por causa da bruxa da floresta.
Marcus Vinicius de Alcantara e Karine D'orlleans, Ventrue Um casal secular de vampiros, senhores do feudo Moutriés. Esse feudo possui o único moinho da cidade, sendo uma das moradas opcionais de Simon. Em Moutriés que ele costuma receber visitantes e reuniões, no palácio do casal Alcantara, o Château Pélissier.
Vampiro Idade das Trevas - Crônicas de Saint Remy - Ambientação
22 de Setembro de 1350, Saint Remy, Sul da França.
No início do século XIV, o reino da França, irrigado por grandes bacias fluviais e desfrutando de um clima favorável para a agricultura, estava florescendo, com seus 17 milhões de habitantes, a primeira potência em termos demográficos da Europa.
A sociedade agrícola baseia-se em um sistema feudal e religioso muito hierarquizado. A produção agrícola é capaz de alimentar a população (não havia mais fome desde o fim do século XII ) e necessita da nobreza para defender a terra.
Porém, apesar do bom momento econômico do país, a França vive um momento dramático na história, os franceses perderam, seu segundo rei em apenas 21 anos.
A França, outrora governada por Filipe VI (que faleceu em 22/08/1350), deixou uma guerra de legado. Guerra contra a terrível política expansionista inglesa, contra a covarde repudia do juramento de Amiens e contra a abominável alegação de Eduardo III, 'O príncipe negro' (alusão a sua armadura), um nobre inglês, que achou que poderia ser sucessor de direto de Carlos VI (falecido em 1328) ao trono francês.
Faz exatamente um mês que o Rei Filipe VI, 'O Afortunado', faleceu.
Seu sucessor, João II, 'o Bom', tem como principal obrigação, acabar com essa guerra e expulsar os petulantes ingleses, que já dominam o canal da mancha e avançam perigosamente do norte do país.
Aliado a tudo isso, uma nova peste surgiu há pouco mais de um ano. Ela tem sido chamada de ''peste negra''. Pessoas andam morrendo muito rápido. Ainda não se sabe o motivo dessa doença, muitos crêem que Deus se cansou dos homens e nos castiga por tantos pecados.
Apesar disso tudo, a cidade de Saint Remy nunca esteve tão viva. Um bom número de pessoas se mudou para lá, desde que a guerra começou. Muitos entendem que quanto mais afastados da Inglaterra, menos chances dela os atingir.
A cidade conta, atualmente, com uma população de aproximadamente 700 pessoas. Uma estrada murada liga Saint Remy à sua vizinha, Montnoir, as cidades mantêm livre comércio há mais de um século.
A cidade em si, tem aproximadamente 30 km de extensão e possui como capital, Saint Remy de Provence, onde mora seu monarca Lui D'leon, quinto da dinastia D'Leon a assumir o reino.
Lui D'Leon está no fim de sua vida. Com 75 anos de idade, já tem seus olhos castigados pela catarata e respira com dificuldade. Poucos nobres tem acesso atualmente à seus aposentos e ele exerce o poder através de sua esposa, Dna Lorena Bollaviqua e seu filho Achile D'Leon.
A população se diz satisfeita, apesar de certos tributos como o 'imposto do sal' e o tributo chamado de 'banalidade', cobrado para a população poder usar as pontes, moinho, forno e prensas.
A verdade é que ha muitas décadas, existe um grupo chamado La Resistance, que é o responsável por manter os impostos controlados. Sempre que a coroa começa a abusar, eles iniciam revoltas que já levaram até a beira de guerras civis no passado. Há quem diga que os revoltosos já estão se organizando no submundo de Saint Remy para orquestrar uma nova revolta contra os novos impostos.
Saint Remy subsiste pela agricultura, a qual tem em abundância no manso servil (área de produção de subsistência dos camponeses), que corresponde as áreas de Eyguieres, Sanas e Orgon.
O rio Eyguieres corta a cidade de ponta a ponta. Algumas pontes servem de ligação, essas pontes podem ser alcançadas pelas diversas estradas de paralelepípedo que cortam a cidade.
O comércio é feito tanto por água, já que o Rio Vancluve, ao leste, é navegável por toda sua extensão. Caravanas de mercadores tem acesso à cidade apenas pelo portão Sul, raros são aqueles que possuem autorização para adentrar à cidade pelo portão Norte, que é fechado por um cadeado com o selo real.
O portão sul abriga uma comunidade nômade, de mais ou menos 50 integrantes. Eles estão nos arredores da cidade desde sua fundação. Há quem diga que eles estão lá antes mesmo disso.
O portão Leste também possui portões e foi aberto ha pouco mais de 50 anos após um acordo de livre comércio com Montnoir, cidade vizinha e historicamente antagônica a Saint Remy.
Destaca-se na geografia de Saitn Remy as florestas de clima frio, com árvores altas e folhas duras. Pinheiros são as plantas predominantes, mas existem inúmeras moitas feitas de musgo, trepadeiras e carvalhos, o clima frio e a neve produzem uma fina névoa branca que ajuda a completar a visão fúnebre desses locais.
Acredita-se que algumas florestas de Saint Remy são mal assombradas. Duas bruxas fariam residência nelas. Existe a lenda de que uma teria sido amante do marido da outra. Há quem diga que são duas fadas corrompidas pelas trevas. Lobisomens costumam ser relatados pelos locais também.
Destaque para a floresta de Fontveille, no sudoeste de Saitn Remy e para a floresta de Aureille, que é cortada por uma estrada de mesmo nome que não é usada há anos pelas visões de uma bruxa.
A paisagem de Saint Remy possui também uma longa cordilheira de montanhas, que praticamente deixam o reino com formato de degrau. Do ponto mais alto, para o ponto mais baixo, o penhasco tem por volta de 2km de profundidade. A capital, Saint Remy de Provence, fica situada na beira do penhasco.
Dizem que o castelo foi construído lá por Simon D'Leon, o sucessor do lendário Duque Arnold D'Leon, apenas para que todo seu reino pudesse ser observado por ele e para quem estivesse embaixo, pudesse avistar o castelo de qualquer lugar. De fato, o castelo possui uma torre tão alta que pode ser vista de bem longe.
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